De férias após o fim da participação do Toronto Raptors na atual temporada da NBA, Lucas Bebê foi ao Tijuca Tênis Clube. Torcedor do Flamengo, o pivô acompanhou de perto a vitória do seu clube de coração, sobre o Limeira, por 76x67.
Natural de São Gonçalo, no Rio de Janeiro, Bebê saiu do país cedo. Em 2009, se transferiu para a Espanha, onde desenvolveu seu basquete no Asefa Estudiantes. Uma das maiores promessas brasileiras dos últimos anos, o jogador se inscreveu para o Draft da maior Liga do mundo em 2013. Foi escolhido pelo Boston Celtics, mas trocado para o Atlanta Hawks na mesma noite. Retornou para sua "casa", onde fez uma boa temporada. No meio de 2014, de volta à NBA, soube que iria jogar pelo Toronto Raptors, junto com seu compatriota Bruno Caboclo, após troca que envolveu Lou Williams e John Salmons. Em papo exclusivo com o Tabela Rubro-Negra, o jovem comentou a evolução do esporte da bola laranja no Brasil e o trabalho realizado pelo Flamengo.
- Antes desse jogo, me perguntaram qual era o time favorito, eu não soube responder. Hoje em dia, no basquetebol brasileiro, você não sabe quem vai vencer. Isso faz parte da evolução. Vejo clubes de pouco investimento chegando longe e outros, com bastante investimento, ficando pelo caminho. No Flamengo, o trabalho tem sido feito de forma muito séria nos últimos anos e, quando isso acontece, ninguém segura. O time é forte, encaixado, unido e ainda tem o diferencial da torcida, que sempre joga junto e é o sexto jogador - disse Lucas Bebê.
O jogador de vinte e dois anos falou sobre a ida do Toronto Raptors aos playoffs da NBA.
- Sempre vi playoff pela televisão, mas ainda não tinha participado. É incrível, o jogo muda dentro e fora de quadra. Os jogadores jogam com mais força, a torcida faz mais barulho, as faltas não são tão marcadas como na temporada regular, enfim, é uma ótima experiência - analisou.
Esperança para o futuro, Lucas Bebê não se acomoda quando o assunto é a disputa das Olímpiadas de 2016. Ciente que terá que trabalhar bastante para estar no grupo principal, o pivô revelou sua expectativa.
- A expectativa é boa, mas não há nada certo. Não é pelo fato de estar na NBA, que serei convocado. Tenho que mostrar meu trabalho, o Brasil tem muitos talentos na posição. O futuro a Deus pertence - finalizou.

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